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Mudei de blog
http://manuscritospoeticos.blogspot.com
Escrito por um feij@o às 15h54
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Amar é ter todos os lugares do mundo para se estar e, mesmo assim, querer ficar num só; não para todo o sempre, mas necessariamente agora.
Escrito por um feij@o às 01h09
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Aquilo lá
Portal bidimensional da alegria
Caixinha encantada
Uma manga que alucina
Escrito por um feij@o às 16h25
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minúsculas impressões da aderência
fugiste tanto de mim
que me perdi
perdeste tanto enfim
que não venci
julgo que é assim,
plantando distâncias,
que me levas ao fim (.)
Escrito por um feij@o às 19h30
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Eu, estrangeiro de mim
Sinto que nada em mim é propriamente meu
Nem mesmo essa enorme saudade que carrego aqui dentro do peito
(Saudade de tudo aquilo que não vivi)
Ora! não me entregaram o manual desse jogo...
Decididamente, não entregaram.
No tabuleiro da vida sou apenas uma peça entre tantas.
Entretanto, tenho minhas especificidades:
Sou feito de ontem,
Minha cor é noite
E minha recompensa é o quase.
Eu é um nada bem aqui.
(Que me escapa)
Escrito por um feij@o às 02h01
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Bom
é ter com quem dividir um
(bom-bom)
Escrito por um feij@o às 01h53
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Da realidade só posso extrair o palpável
— é pouco, limitado, perecível.
Do sonho não. Dele vem o imaginável
— o que já é um bom começo.
Escrito por um feij@o às 02h25
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Minha poética
Não me agrada a limitação dos versos
Muito menos a complicação poética
Declaro morte aos decassílabos
Morte ao papel!
Que venha a anarquia poética
Quero uma dose de liberdade para a minha poesia
(e sem gelo, por favor)
Que ela possua até mesmo a liberdade de não ser livre
E que ao surgir aqui dentro do eu-lírico
Dê prosseguimento dentro do ela-lírico
Ficando cativa como um poema dito de improviso
Numa única vez e sem registro
Apenas nós de testemunha
De um poema-segredo
Que servirá de selo para o nosso amor.
Escrito por um feij@o às 21h04
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Efeito boomerang
Lembra da pedra que me atirou?
Me acertou.
Ela passou a um metro de distância, é verdade,
Mas ao atingir o chão, podia jurar
Que tinha antes tocado meu coração.
E tocou.
Sua intenção ecoou fundo no peito
Ferindo e dilacerando-me por dentro
Num apropriado gerúndio interminável.
E sem volta.
Tudo aconteceu no primeiro instante em que
a pedra deixou de habitar sua mão:
Exatamente aí me acertara.
Entretanto, mais contundente ainda é o Amor
Que tendo o poder de mudar o mundo,
Transformará essa pedra, num segundo,
Em uma linda flor (pra te dar)
Escrito por um feij@o às 12h22
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Uma pontinha de inveja
Por esses dias, com Deus disputei
A fim de saber quem era o melhor poeta:
Fiz uma poesia que muito esmerei
E as metáforas mais lindas, coloquei todas nela
Abrindo a mão, Deus mostrou sua poesia
Não demorando muito para eu entender
Que com muita folga Ele tinha ganhado
E que a poesia mais linda era você.
Escrito por um feij@o às 22h52
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No frio, melhor café ou agasalho?
No domingo, vai dar praia ou churrasco?
Na chuva, se proteger ou se molhar?
Na dúvida, você (pra não errar)
Escrito por um feij@o às 21h53
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Querido diário
Hoje, domingo, foi um dia de, vamos dizer... aprendizado. Começou com eu acordando já cheio de sono, pois, como de costume, dormi menos do que realmente precisava. Acordei cedo para sustentar um dos poucos vícios que ainda mantenho, o vôlei.
No 433, sento-me atrás, num dos bancos altos para que possa caber minhas pernas compridas, as mesmas que nesse momento me atrapalham e que depois de alguns instantes me serão bastante úteis. Perto de mim, à direita, está um pai com sua filhinha. A menina não tem mais que cinco anos. Passando perto do passeio público, o ônibus pára no sinal, e ela aponta para fora perguntando ao pai o que era “aquilo”. Ele não consegue identificar o que sua filha aponta, até que... pronto! O pai entende sobre o que a menina quer saber. O moço deitado na calçada, minha filha? É, pai. Ele sentencia: aquele moço está deitado ali, porque... porque está doente. E assim ficou respondido. Mal sabe ele que na tentativa rápida de protegê-la de um assunto tão complexo e desagradável, ao invés de omitir a verdade, disse-a com todas as letras. Sim, é uma doença crônica o que esse homem sujo, largado e pedinte sofre. Doença essa que conta com minha freqüente contribuição. Uma doença chamada descaso. Joguei três partidas seguidas e fui pra casa almoçar.
Escrito por um feij@o às 01h05
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Ah, esse incômodo...
Tem horas que eu quero é ficar sozinho,
Fugir de tudo que me entristece,
Manter distância, buscar sentido
Para essa vida louca que me aborrece.
Mas sozinho mesmo é tão difícil ficar!
Sempre me acompanha o medo
E, acima de tudo, eu mesmo,
Do qual é impossível fugir,
Muito menos enganar.
Escrito por um feij@o às 18h28
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Tudo é tão relativo que a liberdade da flor, por exemplo, é estar presa ao jardim.
Escrito por um feij@o às 03h12
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VIDA A DOIS

Escrito por um feij@o às 01h36
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